Estamos à volta de 3 200 000 anos, no território africano onde hoje fica a Etiópia e dá de cara com uma simpática antepassada nossa a quem os arqueólogos chamaram " Lucy " (evocando o nome de uma canção dos Beatles que ouviam na altura da sua descoberta). Nada conhecemos dos amores e desamores desta pequena e frágil criatura, mas tentamos, pelo menos, adivinhar do que se alimentava. E isto é, de facto, muito importante já que Lucy, como qualquer outro ser vivo, precisou de se alimentar para sobreviver. E a sua espécie sobreviveu... Aos rigores do clima, aos fenómenos naturais adversos, à fome dos seus predadores, à fúria congéneres... E mesmo assim ela sobreviveu. E aqui estamos a alinhavar estas linhas e o leitor a interpretá-las.
| Reconstituição de Lucy |
Ela vive numa zona de savana. As árvores que lhe servem de abrigo, servem-lhe também de alimento-ela come as suas folhas e frutos e quando estes começam a faltar ela procura debaixo da terra as raízes e tubérculos que lhe parecem comestíveis. De vez em quando, tem a sorte de encontrar uns ovos e noutras ocasiões, gostosas larvas de insetos ou pequenos animais que ela mata com ajuda de pedras e paus. Para já, não tem outros instrumentos.
| Paisagem de savana |
Raízes, frutos virgula folhas são pouco nutritivos. Ovos, larvas, carne de pequenos répteis e outros animais dão-lhe proteínas e cálcio, mas nem sempre ela tem a sorte de as encontrar. No entanto, ela precisou de ter muita energia... Adivinhamos que Lucy gastará parte do seu dia à procura de alimento. E as coisas pioram quando no sítio onde está, a estação do ano começa a mudar levando consigo a abundância de alimento. Juntando-se ao seu bando parte para algures à procura dele. Parece que toda a sua existência se resume de procurar comida! Terá tempo para sonhar?
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