sexta-feira, 17 de março de 2017

"HOMO HABILIS"

Cansada de estar tão longe, a máquina do tempo deu um grande pulo e parou cerca de 2.500.000 anos A.C.. Continuamos em África e vemos um homem pequeno, meio curvado, desengonçado no andar (o Manuel diria que ele "anda á pinguim") a correr atás de um coelho....Leva na mão uma pedra partida num dos lados que atira ao animal....AZAR! Não lhe acertou....se não afina a pontaria arrisca-se a ficar sem carne para o jantar!
Este "homenzinho" é aquele a que os arqueólogos chamam de "homo habilis" (isto é, homem habilidoso). De facto, junto aos seus restos arqueológicos, foram sendo encontradas pedras intencionalmente talhadas de uma forma rudimentar num só lado (unifaces). Isto prova que tinham já uma inteligência e habilidade manual suficiente para fabricarem instrumentos. Esta capacidade que parece ser única em todo o vasto reino animal, inaugura o aparecimento do verdadeiro género humano.
A melhoria dos instrumentos permitirá melhorar a alimentação. Será mais fácil basculhar o sub-solo à procura de tubérculos e raízes e matar pequenos animais e quebrar-lhes os ossos para extrair a alimentícia medula e partir as carcassas em bocados que transportará para lugares mais seguros.
Mas como caçar é ainda,e para já, um acto perigoso para quem dispõe apenas de instrumentos tão rudimentares, adivinhamos que grande parte da carne que consome sejam os restos deixados dos banquetes dos outros animais. Por defesa, ele praticou a necrofagia.O maior consumo de carne significou aumentar a ingestão de proteínas que muito ajudarão na sua sobrevivência e desenvolvimento.
NÃO LEVES TUDO!!!







 








Será que o nosso "Homo habilis" terá sonhado  com?

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